Iphan reabre Museu das Missões nesta sexta-feira (29)

Situado em São Miguel das Missões, RS, o museu passou por obras emergenciais após ser danificado em abril de 2016 por um tornado

Museu das Missões (Foto: divulgação / Iphan)

Anjo do arrependimento e da Justiça, São Miguel Arcanjo tem o seu dia celebrado em 29 de setembro. É nessa data - ou seja, nesta sexta-feira - que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) programou a reabertura do Museu das Missões, que é parte do sítio histórico considerado patrimônio mundial da humanidade, situado em São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul.

A edificação será reaberta ao público após a conclusão das obras emergenciais realizadas no local, que foi danificado em abril do ano passado, quando um tornado atingiu a cidade gaúcha.

De acordo com o Iphan, as obras de recuperação custaram R$ 1,68 milhão e se estenderam para a Casa do Zelador, Pavilhão Lúcio Costa e Sacristia Velha do Sítio Histórico de São Miguel Arcanjo.

No dia anterior a reabertura, representantes das instituições envolvidas na recuperação e administração do sítio farão uma reunião técnica no local para avaliar gestão e questões referentes à recuperação e manutenção do acervo. Projetado pelo arquiteto Lucio Costa na década de 1940, o conjunto reúne o acervo sacro da região do Sete Povo das Missões.

São Miguel das Missões é uma das principais missões jesuíticas que agrupavam os povos indígenas que habitavam o Brasil, Argentina e Paraguai no período da colonização portuguesa e espanhola.

Em 1937, Lucio Costa foi enviado ao Rio Grande do Sul para analisar os remanescentes dos Sete Povos das Missões – foi com base na sua avaliação que o sítio arqueológico foi tombado.

Em 1983, ele foi declarado Patrimônio Mundial Cultural pela Unesco e em 2009 foi criado o Parque Histórico Nacional das Missões, que reúne os sítios arqueológicos de São Miguel Arcanjo, São Lourenço Mártir, São Nicolau e o de São João Batista.

Junto às ruínas de São Miguel Arcanjo, o escritório Brasil Arquitetura, de Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci, em parceira com Carlos Eduardo Comas, desenvolveram o projeto de um complexo cultural (PROJETO 429, de janeiro/fevereiro de 2016) que tem como um de seus principais objetivos tornar mais conhecida a rica histórica dessas civilizações.



Publicada originalmente em ARCOweb em 27 de Setembro de 2017
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