PERFIL

Angelo Bucci (SPBR Arquitetos)

Nos dezesseis anos entre a sua formação e a constituição do escritório SPBR Arquitetos, que dirige em São Paulo, Angelo Bucci teve uma vida profissional em rede. Foi sócio do Arquitetura Paulista e do MMBB Arquitetos, trabalhou com Marcelo Fragelli, Eduardo de Almeida e Alvaro Puntoni, bem como assinou projetos individuais. Orlândia, sua cidade natal, foi um dos palcos destes trabalhos de múltipla autoria, mas as criações estenderam-se também para fora do Brasil. A carreira do arquiteto, no geral, é um processo de aprendizado contínuo, onde certos projetos e eventos abrem novos caminhos e oportunidades, que Bucci foi sempre atento em perceber e desenvolver. Ele continua atuando simultaneamente como professor e arquiteto e é autor, além de projetos residenciais e de equipamentos culturais ou urbanos, de edifícios residenciais de pequeno e médio portes. Dentre as suas mais recentes realizações, está para ser inaugurado o Hospital de Urgência de São Bernardo do Campo, obra pública, e terão início em breve as obras de dois edifícios residenciais em São Paulo, da incorporadora e construtora SKR. Angelo Bucci é acompanhado no SPBR por jovens arquitetos vindos, como ele, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, que se revezam com o titular na concepção dos projetos e acompanhamento de obras. Sempre que possível, o time vai aos mínimos detalhes no desenvolvimento da sua arquitetura.


Visita à demolição (Foto: Alexandre Roesler)

A foto em vez do croqui

Os braços abertos e o olhar contemplando o céu. Em vez de croqui, como é habitual nas nossas matérias de Perfil, é uma fotografia que abre a matéria sobre a carreira e projetos recentes de Angelo Bucci (SPBR Arquitetos). Sugerida pelo arquiteto, a imagem remete ao início da obra da casa na Rua Bélgica, publicada aqui. É o retrato de uma visita ao canteiro pelos proprietários durante a demolição do sobrado existente.

A proposta de Bucci para a matéria veio em bom momento. A foto ganha eloquência após certo convívio com a casa, seus desenhos e espaços. Em particular, chama a atenção a relativa pouca largura do lote, comparada, na imagem, com a escala do corpo. Também se destaca a presença das árvores na calçada e, como o leitor poderá observar adiante, o olhar voltado para o alto diz muito sobre o projeto. A cobertura da casa, como recorrente nos trabalhos residenciais do arquiteto, é vivida pelos moradores, como numa saudável transgressão em contexto onde é rara tal prática. No mais, o envolvimento especial dos clientes com o projeto é subliminar ao retrato, sendo a arquitetura de Bucci aberta ao diálogo. O arquiteto é o autor, obviamente, é ele o responsável pelas decisões do projeto, mas são muitas as vozes que se manifestam durante o processo.


Angelo Bucci (Foto: Ana Ottoni)

No SPBR, a concepção costuma se iniciar com o bate-papo entre os arquitetos - Tatiana Ozzetti (FAU-USP 2009), Victor Próspero (FAU-USP 2014), Lucas Roca (FAU-USP 2016) e Felipe Barradas (FAU-USP 21015), em ordem decrescente de tempo de casa, são os seus atuais parceiros no escritório. “Não é um método, é um gosto”, Bucci contextualizou o fato, mencionando os croquis que acompanham as discussões, com os quais se registram rumos e decisões de projeto. Alguns dos esboços iniciais acompanharão o trabalho na sua trajetória, como alertas do que se deve lutar para manter absolutamente.

É preciso ter ideias claras, resume Angelo Bucci a respeito do que os croquis sinalizam sobre o desenvolvimento da arquitetura. Mas ideias são conquistas, pontuais de cada projeto e coletivas, no conjunto da obra.

Geração 90

Foi por indicação de Luciano Margotto que Angelo Bucci convidou Sérgio Salles para prestar consultoria em arquitetura hospitalar no projeto do SPBR para o Hospital de Urgência de São Bernardo do Campo, atualmente em fase final de construção no município da região metropolitana de São Paulo. A parceria entre eles teve início em 2014, mas as suas trajetórias profissionais se cruzavam indiretamente há muito mais tempo, reverberando a produção de uma geração de arquitetos paulistas.

Igualmente formados pela FAU-USP, primeiro Bucci, em 1987, e depois Salles, em 1989, eles compuseram a “Coletivo: Arquitetura Paulista Contemporânea”, mostra realizada no final de 2006 no Centro Cultural Maria Antônia da Universidade de São Paulo. Nela, foram expostas as realizações de um grupo: seis escritórios paulistas de arquitetura, constituídos por profissionais formados pela FAU-USP entre 1986 e 1996. Eram eles: Projeto Paulista, Andrade Morettin Arquitetos, UNA, MMBB, Núcleo de Arquitetura (integrado por Salles) e Alvaro Puntoni | SPBR Arquitetos.

Havia desde projetos ainda não executados, mas que se construiriam em breve, até trabalhos que jamais saíram das pranchetas dos arquitetos, bem como obras recentes à época e outras mais remotas no tempo, de modo que a setorização da mostra em escritórios - ainda que fundida à associação entre os projetos por escalas de abrangência - deixava latente uma história mais complexa.

Até os primeiros anos de 2000, muitos daqueles arquitetos da mostra colaboraram entre si, migrando de escritórios ao mesmo tempo em que produziam obras individuais. Haviam inclusive atuações simultâneas, antes e depois do expediente de trabalho, como no caso do trio Angelo Bucci, Alvaro Puntoni e Álvaro Razuk. À noite, como depõe Puntoni, eles se reuniam para tentar emplacar os seus primeiros projetos, como aquele que conceberam para uma pequena casa em Orlândia, cidade natal de Bucci. Era o período que Puntoni denomina de célula inicial do escritório Arquitetura Paulista, empresa fundada por ele, Bucci e Razuk em 1989 e mantida até 1993.

Antes de 1989, Bucci trabalhou no escritório Aflalo/Gasperini Arquitetos (dando sequência ao estágio do seu último ano de FAU-USP) e também com Marcelo Fragelli, entre 1988 e 1989, quando o autor das memoráveis estações de metrô da linha azul paulistana, dos anos 70, estava envolvido com a concepção de duas residências. Razuk foi contemporâneo de Bucci no escritório Aflalo/Gasperini Arquitetos enquanto Alvaro Puntoni trabalhava, desde 1988, na Fundação Vilanova Artigas, sediada no prédio do IAB no centro de São Paulo.

A criação do Arquitetura Paulista deriva, na memória de Bucci, da “força do entusiasmo do Alvaro [Puntoni]”, já que, efetivamente, eles não tinham encomendas naquele momento. Por isso mesmo, trabalhavam em rede, inclusive desenvolvendo projetos de outros autores, de modo a viabilizar financeiramente a atividade e a ganhar experiência além das suas próprias possibilidades. Como exemplo, pode-se mencionar a sua participação no projeto que o antigo professor Edgar Dente - com quem dividiram espaço no escritório de Pinheiros, primeira sede do Arquitetura Paulista - apresentou no concurso do anexo da FAU-USP, em 1989. Vencido por Gian Carlo Gasperini. E terem integrado a equipe de Paulo Mendes da Rocha no concurso para a sede do Instituto de Engenharia de São Paulo.

Eram tempos de retomada dos concursos de arquitetura no Brasil e o primeiro projeto autônomo do trio neste sentido foi aquele que conceberam para a sede da Igreja Matriz de Cerqueira César, em 1989, quando obtiveram menção honrosa. A igreja não foi construída, mas disputaram também, entre outros, os colegas da mostra do Maria Antonia, do Núcleo de Arquitetura (Salles, Margotto e Marcelo Luiz Ursini), premiados com o 2º lugar.

Orlândia foi o palco da atuação inicial do Arquitetura Paulista, onde conceberam pequenas casas. Porém, entre 1990 e 1991, quando o escritório tinha já sido transferido para o edifício da esquina das avenidas Paulista e Angélica, ocorreria um evento decisivo para a sociedade - e também para a arquitetura brasileira por causa do debate dele advindo -, que foi a vitória do projeto de Bucci, Puntoni (na época, ambos lecionavam na Universidade de Taubaté) e José Oswaldo Vilela no concurso para o pavilhão brasileiro na Expo 92, de Sevilha. Paulo Mendes da Rocha foi um dos jurados e Fernanda Barbara, do UNA Arquitetos, outro dos escritórios da exposição de 2006, integrou a equipe vencedora.

Razuk não participou, o projeto executivo não chegou a ser contratado, contrariando o previsto no edital, e a escassez de trabalhos - Bucci se recorda da colaboração do trio com Paulo Mendes da Rocha naquele momento, em um projeto com observatório para o Rio Tietê - fez com que a sociedade terminasse em 1993.

Entre 1993 e 1994, então, Angelo Bucci alugou uma sala comercial no Conjunto Nacional, na avenida Paulista, onde, por exemplo, projetou a Clínica de Psicologia de Orlândia - um projeto importante, ele menciona, por causa da tentativa pioneira em sua carreira de se antecipar a problemas de obra através da otimização dos elementos arquitetônicos - e a reforma da Casa Olga Baeta, de autoria de Vilanova Artigas. A associação com Puntoni (que atuava com Ciro Pirondi) continuou a ocorrer esporadicamente, como por exemplo na concepção, pela dupla, de uma pousada na praia de Juquehy em São Paulo, parcialmente executada.

Em 1994, Eduardo de Almeida, orientador do mestrado de Bucci na FAU-USP - e um dos jurados do concurso para a igreja de Cerqueira César - o convidou para auxiliá-lo no desenvolvimento do projeto do Teatro de Opera, não construído - o intenso trabalho demandou uma pausa nos estudos. A associação seguinte, bastante durável, foi com o trio fundador do então denominado Via Arquitetura: Marta Moreira, Milton Braga e Fernando de Mello Franco. Após a entrada de Bucci na sociedade, em 1996, na época do projeto da Garagem Trianon, em São Paulo, o escritório passou a se chamar MMBB Arquitetos.

Bucci permaneceu no MMBB até 2002, tendo participado de parcerias com Paulo Mendes da Rocha e de ter concebido com os sócios os projetos, entre outros, da Casa em Ribeirão Preto, da Casa em Aldeia da Serra e da Clínica de Odontologia de Orlândia. Nova crise econômica brasileira impulsionou, então, a saída de Bucci do MMBB depois de seus seis meses dedicados ao início da sua pesquisa de doutorado.

O passo seguinte foi a criação, em 2003, do SPBR Arquitetos, inicialmente (no primeiro ano) dividindo espaço com o escritório de Puntoni na metade da sala comercial da Avenida Brigadeiro Luis Antônio - a sede do SPBR até hoje -, com quem não havia deixado de projetar nos anos anteriores. Entre 2002 e 2004, por exemplo, ambos obtiveram o 3º lugar no concurso para a Sede do CREA Fortaleza e o 1º lugar no concurso para o Memorial da República, em Piracicaba. E já com o SPBR constituído, os dois conceberam a Casa em Carapicuíba e a Escola Estadual Ataliba Leonel, em São Paulo, além de terem participado dos concursos Elemental, no Chile, de habitação social, e do Banco Nacional do Chile.

Na mostra “Coletivo: Arquitetura Paulista Contemporânea”, de 2006, Angelo Bucci e Alvaro Puntoni, apresentaram então os projetos que desenvolveram conjuntamente, exceto o Anexo Museu do Ouro, em Sabará, Minas Gerais, cujo nome de Puntoni não consta na equipe - embora nele tenha trabalhado João Sodré, atual sócio de Puntoni no Grupo SP.

Alvaro Puntoni nos escreveu o seguinte depoimento a respeito das experiências vividas com Bucci:

“Conheci o Angelo quando ingressamos na USP em 1983. Desde então somos colegas, depois amigos e, um pouco depois, sócios. Agora somos colegas novamente como professores na USP, mas além de sermos ainda amigos, sou também um grande (e entusiasmado) admirador do seu trabalho como arquiteto.

Ângelo sempre foi uma pessoa inteligente e extremamente ética. Sua inquietação intelectual e dedicação à arquitetura, sempre presente desde o período de formação e depois já atuando como arquiteto, faz dele, sem dúvida, um dos arquitetos mais interessantes (e importantes) de nossa geração. Ele soube avançar as questões colocadas pela arquitetura brasileira com muita firmeza e criatividade e, ao mesmo tempo, delicadeza e beleza. Sempre aguardamos ansiosos um novo projeto seu.

Vivemos juntos esta experiência incrível do Concurso para o Pavilhão de Sevilha em 1991 recém-formados e hoje é possível afirmar que contribuímos de alguma forma com o novo quadro da arquitetura brasileira. Infelizmente vivíamos naquele momento uma das maiores crises econômicas de nosso pais, o que não nos permitiu nos mantermos juntos e, tampouco, termos a possibilidade de construir um acervo de obras representativo, ou pelo menos como gostaríamos.

A vida no levou a caminhos distintos, mas sempre nos mantivemos próximos. Não consigo olhar para trás e ver minha vida sem o Angelo. Não consigo pensar na frente e não vê-lo como sempre.”

E, questionado sobre o que unia aquele grupo de arquitetos da mostra, além da formação em comum na FAU-USP, Bucci analisa:

“Os anos 90 eram, apesar da redemocratização do país, um período de isolamento. Muita gente saiu do Brasil depois de formado. Vendo o que que aconteceu no Paraguai mais recentemente, onde de todas as dificuldades surgiu um grupo, hoje penso que na carência de relações e intercâmbios a gente acaba desenvolvendo um grupo de interlocução. A geração que nos precedeu no Brasil, formada nos anos 70, não trabalhava com projeto de arquitetura. Existia um patrulhamento ideológico contra isso. A minha viveu um período de crise e não teve aquele traço de heroísmo, mas fomos nós quem empreendemos a retomada da atividade de projeto. Isso criou formas de valorizar, como grupo, as nossas conquistas. Não haviam livros de arquitetura publicados aqui, as revistas sobreviviam, a crítica estava desarticulada, mas nós nos mantivemos articulados”.

SPBR

“Nunca pensei em fazer carreira solo”, é como Bucci analisa a sua saída do MMBB e a fundação posterior do SPBR. “Havia me afastado por seis meses para dar início ao doutorado, contribuindo à distância com o escritório através do controle da obra da Casa em Aldeia da Serra e de uma reforma no Pacaembú, de que gosto bastante. Quando voltei, me ofereci para sair”.

Analisando o seu currículo, percebe-se de fato que as mudanças societárias nos seus mais de 30 anos de formação não foram rupturas, mas acomodações. A simultaneidade, por exemplo, das atividades acadêmica e profissional sempre existiu - “Nunca parei de dar aula, nenhum semestre [desde 1990, por cinco anos, na Universidade de Taubaté, e desde 2000 na FAU-USP, além de inúmeras experiências como professor visitante em universidades latino-americanas, dos Estados Unidos e européias]”. Outro aspecto interessante a se observar é que, seja Puntoni ou Bucci, e certamente outros arquitetos a quem se indagasse sobre as colaborações profissionais que tiveram nos anos 90 e início de 2000, são os projetos e obras os seus pontos de referência, e não sociedades. Um reflexo das múltiplas autorias que compõem a carreira de um arquiteto e que Bucci sabe bem reconhecer.

Indagado, então, sobre os projetos ou eventos que abriram novos caminhos em sua arquitetura, ele destaca:

-   “Sevilha foi um marco importante para nós, um projeto simples mas extremamente claro, no sentido de dizermos qual era a nossa plataforma de partida: a arquitetura moderna brasileira. Naquele momento não era fácil para a minha geração ter essa clareza. Com Sevilha, vivenciei também o grande poder de diálogo da arquitetura com as pessoas. A grande repercussão do projeto, na mídia aberta inclusive e geralmente com a desaprovação da crítica, me mostrou que existe uma responsabilidade do arquiteto naquilo que a arquitetura pode comunicar”;

-   A Biblioteca de Santana do Parnaíba (1992, em parceria com Alvaro Puntoni e não construída) “Foi marcante para mim no sentido da conversa bonita que estabelecia com o patrimônio. Naquela época, nós [Bucci e Puntoni] prestávamos uma consultoria para a Secretaria de Cultura [do Estado de São Paulo, relativa à formação de centros culturais]”;

-   A Clínica de Psicologia de Orlândia (1995-1998), interior de São Paulo, por ser “Uma proposta mais radical, de reduzir ao mínimo as ações na obra e eliminar problemas recorrentes de construção”

Nesse sentido, aliás, Bucci credita aos projetos da sua cidade natal a prática de trabalhar remotamente, como naqueles que desenvolveu para clientes nos Estados Unidos e Europa, assim como a preferência por desenhar os detalhes da obra. “Aprendi a trabalhar à distância porque não podia acompanhar as obras de Orlândia. É contraditório, mas acho que o fato de estar longe do canteiro me fez muito próximo dele. É preciso pensar o projeto de modo a fazer a obra dar certo”. Ao que complementa:“Ou desenhava os detalhes ou tudo dava errado. É detalhar ou entregar o jogo para o outro. O desenho define o nível de compromisso da arquitetura”.

Outros projetos mencionados por Bucci, são:

-   A Casa em Ribeirão Preto, “O primeiro dos mais importantes que fiz com o Ibsen [Puleo Uvo, engenheiro de estruturas]. Foi toda desenhada no MMBB e eu não teria feito o projeto da Casa em Ubatuba [2005-2009], por exemplo, sem aquela de Ribeirão”;

-   A sua tese de doutorado, defendida em julho de 2005 na FAU-USP (o título é “Da dissolução dos edifícios e de como atravessar paredes”, orientada pela professora Ana Maria de Moraes Belluzzo), “Por me ajudar a compreender a cidade em camadas. Foi fundamental para o projeto da Casa de fim de semana em São Paulo [2010-2014]”;

-    “A Midiateca [concurso promovido pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, em 2006, vencido pelo SPBR mas não construída] abriu um caminho novo, que depois fui desdobrando em outros projetos. Me refiro ao desenho mais livre do térreo, todo irregular por causa da presença de tantas árvores a serem preservadas, o que me ajudou, por exemplo, no trabalho de Lugano [Edifício de apartamentos em Lugano, na Suíça, 2009-2013], onde o térreo é todo recortado”

Sobre a sua dupla atividade, profissional e acadêmica, o arquiteto relata perceber agora, passadas quase três décadas como professor de projeto, que pode haver um equilíbrio mútuo. “Falar sobre projeto dá ao arquiteto a clareza na hora de desenhar. Mas, sobretudo, a docência desenvolve em nós uma qualidade fundamental ao profissional, que é a capacidade de ouvir, de entender o pensamento do outro e de dotá-lo de elementos para que possa desenvolver as suas próprias ideias. Isso nos ajuda a compreender as demandas e nos dá versatilidade em projetos de naturezas diversas. Gosto de pensar que a prática e a teoria se equilibram. Esta é mais uma das dualidades que compõem a arquitetura, que já, no próprio nome, é dual”.

Publicada originalmente em ARCOweb em 11 de Novembro de 2019
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