Morre I. M. Pei, autor das pirâmides do Louvre

Vencedor do prêmio Pritzker, o chinês faleceu aos 102 anos de idade

I.M. Pei diante da maquete da modernização do Louvre (Foto: PASCAL GEORGE/ AFP)

Famoso pela elegância no traço e força de sua geometria - com as quais desenhou inúmeros museus, centros culturais e bibliotecas, I.M. Pei ficou mundialmente conhecido pela estrutura de aço e vidro que adicionou ao tradicional edifício do museu do Louvre, em Paris. Pensada como um anexo de acesso e entrada, a estrutura (1989) composta de pirâmides transparentes gerou enorme polêmica na época, tanto pela referência egípcia quanto pelo fato de seu autor não ser cidadão francês.

Independentemente do fato, a credibilidade do chinês naturalizado norte-americano - que assinou diversos projetos relevantes mundo afora - não foi abalada. Entre eles, destacam-se o Museu de Arte Islâmica em Doha, no Catar, a Biblioteca John F. Kennedy em Boston e o Rock and Roll Hall of Fame, em Cleveland, ambos nos EStados UNidos, além dos museus Suzhou, na China, e a torre do Bank of China, em Hong Kong.

Ao longo de sua carreira, I.M. Pei recebeu diversos prêmios. A começar do prestigioso Pritzker, em 1983: diz-se que ele usou o dinheiro recebido com a honraria para instituir uma bolsa de estudos, fato inspirado em sua própria trajetória de rapaz chinês que deixou o país de origem para estudar arquitetura nos Estados Unidos.

Outros importantes reconhecimentos vieram com a Medalha de Ouro do Instituto Americano de Arquitetos (AIA) em 1979 e a Medalha de Ouro do RIBA em 2009. Em 2014, a União Internacional dos Arquitetos (UIA) também lhe concedeu Medalha de Ouro.

Nascido em 1917 na cidade de Guangzhou, China, Ieoh Ming Pei mudou-se para os Estados Unidos a fim de estudar arquitetura em 1935. Iniciou a atividade profissional em 1948 e, posteriormente, fundou seu estúdio nova iorquino - na época com Henry N. Cobb e Eason H. Leonard. Nos últimos tempos, o arquiteto de vida longa e carreira prolífica esteve afastado do cotidiano do seu escritório - nomeado Pei Cobb Freed & Partners desde 1989 -, atuando como consultor.

Em entrevista concedida ao jornal The New York Times em 2008, I. M. Pei afirmou: "Arquitetos contemporâneos tendem a impor algo de moderno no que fazem. Existe uma certa preocupação histórica, mas não é profunda." E continuou: "Eu entendo que os tempos mudaram, nós evoluímos. Mas não quero esquecer do começo. Uma arquitetura duradoura deve ter raízes."

Confira a seguir alguns de seus projetos.



Publicada originalmente em ARCOweb em 17 de Maio de 2019
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