Anunciados os curadores do Brasil na 17ª Bienal de Veneza

O estúdio colaborativo Arquitetos Associados foi selecionado pela Fundação Bienal de São Paulo para ser o curador do Pavilhão do Brasil do evento italiano


Os titulares do Arquitetos Associados, baseado em Belo Horizonte (MG) - da esquerda para a direita: Bruno Santa Cecília, André Luís Prado, Carlos Alberto Maciel, Alexandre Brasil, Paula Zasnicoff e Henrique Penha (Foto 1: Divulgação / Foto 2: Anna Lara)

A participação do Brasil na 17ª Mostra Internacional de Arquitetura - Bienal de Veneza foi oficializada nesta quinta-feira, 16 de janeiro de 2020, pela Fundação Bienal de São Paulo (FBSP) ao divulgar a curadoria de exposição do Pavilhão brasileiro: o estúdio colaborativo Arquitetos Associados.

Composto pelos sócios Alexandre Brasil, André Luiz Prado, Bruno Santa Cecília, Carlos Alberto Maciel e Paula Zasnicoff, juntamente ao designer visual Henrique Penha, o time mineiro tem a função de selecionar trabalhos nacionais significativos que respeitem o tema principal da edição: “How will we live together?” [Como viveremos juntos?]: “É um trabalho de muita responsabilidade, sem dúvida. Ainda não temos o projeto de curadoria por completo, mas acho que vale ressaltar que o tema geral é extremamente contemporâneo no contexto mundial. Acredito ser uma oportunidade de reflexão sobre o futuro. Talvez pressuponha um olhar abrangente sobre o tempo, sobre a história e, consequentemente, sobre o que está por vir”, depõe Carlos Alberto Maciel, titular do estúdio.

Proposto pelo arquiteto e acadêmico libanês Hashim Sarkis, curador geral desta edição, o tema desafia a refletir sobre possibilidades de um novo contrato espacial, bem como imaginar espaços onde as pessoas possam, de fato, viver juntas no atual contexto de polarização política e crescimento da desigualdade econômica em escala global.

Os trabalhos a serem propostos incentivam, portanto, que os arquitetos convidados envolvam outros participantes em seus projetos - sejam artistas, construtores, jornalistas, políticos, cientistas sociais ou os próprios cidadãos. Sarkis propõe, assim, a retomada do papel do arquiteto como organizador e zelador de um contrato espacial comum à sociedade.

Para José Olympio da Veiga Pereira, presidente da Fundação Bienal de São Paulo: "Conceber e realizar as participações nacionais nas bienais de arte e arquitetura de Veneza é uma maneira privilegiada de compartilhar, com outros países, a força da produção artística e arquitetônica nacional contemporânea. Na edição mais recente da Bienal de Veneza (de arte) em 2019, mais de 350 mil pessoas visitaram o Pavilhão do Brasil, o que aponta para o novo ciclo de conexão da Fundação com suas redes de relacionamento no sistema artístico internacional, contribuindo, assim, para o intercâmbio global da cultura brasileira”.

Desde 1995, a organização das representações oficiais do Brasil nas bienais de Arte e Arquitetura de Veneza é uma atribuição conjunta dos ministérios da Cultura e das Relações Exteriores e da Fundação Bienal de São Paulo - responsável pela escolha dos curadores e produção das mostras.

Publicada originalmente em ARCOweb em 16 de Janeiro de 2020
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