Seminário CAU salvaguarda cidades inclusivas para mulheres

Desde 2019, o Conselho vem discutindo intensamente sobre presença feminina nas esferas arquitetônica e urbana. Em maio, a série de eventos se encerra com o ‘Seminário Internacional Cidades Inclusivas para as Mulheres’

O foco do ciclo de debates promovido pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) desde 2019 - em parceria com os CAUs de diferentes estados e Distrito Federal - tem sido sobre como as cidades podem equiparar o atendimento das demandas entre homens e mulheres a partir de efetivas políticas públicas em benefício de toda a sociedade.

A defesa da causa e do interesse pela nivelação das atividades profissionais exercidas no setor são endossadas não apenas em quesito de conscientização, mas também segundo dados quantitativos. Hoje, 51,7% da população brasileira é feminina (PNAD, 2018) e, mais especificadamente no setor arquitetônico, 63,5% dos profissionais registrados no CAU são mulheres.


Comparativo entre homens e mulheres registrados no CAU (Imagem: divulgação CAU/fonte SICCAU)

É por isso que o extenso cronograma do Conselho aborda o assunto com profundidade e, em maio, promove o “Seminário Internacional Cidades Inclusivas para as Mulheres”, na Câmara dos Deputados, cujo interesse é de fortalecer a importância da elaboração de políticas públicas para os espaços urbanos pensadas por e para as mulheres. Os resultados serão apresentados na 27ª edição do Congresso Mundial de Arquitetos Uia2020Rio.

A arquiteta e urbanista Nadia Somekh, coordenadora da Comissão Temporária de Equidade de Gênero do CAU/BR, destaca que a construção ou a transformação dos espaços urbanos deve compreender e incluir os requerimentos das mulheres: “A defesa que o CAU/BR faz da Arquitetura e Urbanismo para Todos reafirma a necessidade de se efetivar cenários em que as mulheres possam alcançar o direito de circular com segurança; acessar todos os lugares que desejarem; dispor de equipamentos públicos que atendam às demandas das atividades que realizam sozinhas ou com seus familiares; de espaço para o empreendedorismo e a participação política”.

Apesar desse seminário possuir caráter de encerramento do ciclo de debates iniciado em 2019, o tema continuará pautado pelo órgão, visto que a entidade possui a Comissão para a Equidade de Gênero exclusivamente para organizar formas efetivas de atender as demandas das mulheres, ampliar o acesso geral a todos os serviços de Arquitetura e Urbanismo e promover equidade de gênero em todas as suas instâncias e estruturas organizacionais

Publicada originalmente em ARCOweb em 10 de Março de 2020
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