29° Opera Prima

Presente e futuro do ensino de arquitetura e urbanismo

A dupla natureza do Opera Prima, de registro da situação atual do ensino de arquitetura e urbanismo no Brasil vista - através do filtro dos trabalhos de graduação - e de referencial para os futuros graduandos, foi norteadora das rodadas regionais e nacional de julgamento da 29º edição do concurso. Considerar a máxima abrangência possível, geográfica e de temática, foi preocupação que orientou as comissões julgadoras, com o resultado apresentado a seguir



A 29º edição do Opera Prima abrangeu trabalhos de conclusão de curso dos anos letivos de 2017 e 2018. Seja pela escala - grande quantidade de participantes -, pela variedade dos projetos, de categorias distintas da arquitetura e do urbanismo, ou pelo histórico da premiação, prestes a completar 30 edições e contando neste ano com o patrocínio exclusivo da Roca Cerámica, o Opera Prima é referencial da qualidade do atual ensino de arquitetura e urbanismo no Brasil. Foram selecionados 610 trabalhos, indicados pelas escolas de todo o país na proporção de no máximo um para cada 40 formandos - conforme regulamento da premiação -, dos quais 516 foram efetivamente inscritos.

Deles, houve 13 desclassificações por descumprimento de cláusulas, resultando em 503 concorrentes, assim distribuídos:

117 trabalhos da Região 1 - Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná

176 trabalhos da Região 2 - São Paulo

85 trabalhos da Região 3 - Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro

71 trabalhos da Região 4 - Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe

54 trabalhos da Região 5 - Acre, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

O julgamento foi dividido em duas fases, regional e nacional, cada qual com as suas respectivas comissões julgadoras. Compuseram os júris da primeira fase: Angelo Bucci, Marcelo Morettin e Mario Biselli, de São Paulo, julgando a Região 1; Camila Thiesen (RS), Marcos Bertoldi e Emerson Vidigal, ambos do Paraná, julgando a Região 2; Laurent Troost (AM), Daniel Mangabeira e Thiago Teixeira Andrade, do Distrito Federal, julgando a Região 3; Jô Vasconcellos (MG), Gabriel Duarte e Celso Rayol, do Rio de Janeiro, julgando a Região 4; Nivaldo Andrade (BA), Roberto Montezuma (PE) e Bruno Braga (CE), julgando a Região 5.

Julgamento Nacional

Após as rodadas regionais de julgamento (realizadas entre 17 e 20 de janeiro), permaneceram no júri nacional os arquitetos Angelo Bucci (SP), Marcos Bertoldi (PR), Thiago Teixeira Andrade (DF), Jô Vasconcellos (MG) e Nivaldo Andrade (BA), acompanhados por Clarissa Dangremon (SP) e Carlos Henrique Bianco (PA), especialmente convidados para a escolha do vencedor do Prêmio Especial Roca Cerámica. As suas análises individuais ocorreram entre 21 e 31 de janeiro de 2020, com a reunião presencial do júri realizada em 3 de fevereiro, em São Paulo. Entre os 25 finalistas regionais do Opera Prima (5 por região), foram então eleitos os cinco premiados do certame, além da distinção especial Prêmio Especial Roca Cerámica.

Dos aspectos destacados pelos jurados nestes trabalhos pode-se mencionar: a poesia, a maturidade, a coerência interna e a competência gráfica e textual do Ruína e Reconciliação: Novos Cenários Produtivos para Atafona (Barbara Graeff); a pertinência do tema (“um tema urbano oculto”, como assinalado no julgamento), a clareza na abordagem e a profundidade do Espaço Morto (Miguel Angel Palacios Carrasco); a competência na articulação de um problema pragmático e realista do Casas da Saúde (Thais de Freitas); a inteligência da estratégia, a qualidade espacial e a simplicidade na abordagem de um problema sério, os vazios sob viadutos, do Do Edifício ao Território: Teatro que Invade a Cidade (Daniella Gomes da Silva); e a contemporaneidade do tema e o elevado nível de resolução de detalhes arquitetônicos do Sync: Do Cotidiano ao Eventual, a Arquitetura do Uso Compartilhado (Pedro Augusto Sandi dal Molin). Além do extremo profissionalismo expresso no Clube da Cidade (Débora Caroline Boniatti Silva), este último vencedor do prêmio especial do patrocinador.

Embora a premissa consensual dos jurados desde a fase inicial dos julgamentos, de valorizar a maior abrangência temática e geográfica dos trabalhos, as regiões 4 e 5 não tiveram trabalhos premiados.

Publicada originalmente em ARCOweb em 12 de Março de 2020
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