10º Prêmio AsBEA

Menções Projetos

Edifícios comerciais

Urbana Arquitetura
Revitalização do Mercado Distrital do Cruzeiro, Belo Horizonte, MG

Desenhado por Éolo Maia em 1972, o Mercado Distrital do Cruzeiro tem atualmente instalações precárias e enfrenta a descaracterização do projeto arquitetônico. A revitalização concebida pelo Urbana Arquitetura é norteada por três principais eixos: preservação e revitalização do edifício existente; potencialização do seu uso como mercado; e adequação da edificação na paisagem, ao entorno e dentro dos princípios de sustentabilidade. Prevê-se a preservação da altimetria e volumetria do edifício original, refutando-se a verticalização da ocupação, bem como a criação de volumes em primeiro plano ao prédio existente. A intervenção busca ser silenciosa e harmônica com a paisagem.


Edifícios e conjuntos residenciais

Ospa Arquitetura e Urbanismo
CAP1 Três Figueiras, Porto Alegre, RS

O edifício residencial está localizado no bairro Três Figueiras. O escalonamento dos blocos de concreto aparente estabelece uma continuidade em relação à topografia e garante maior aproveitamento das áreas de sacada. Todas as unidades têm caráter e visuais únicos dentro de um conjunto dinâmico e homogêneo. O projeto é definido, em sua materialidade, por “bandejas” de concreto, superfícies de vidro e brises de madeira, que servem como controle da incidência solar. No térreo, as áreas comuns são alocadas próximas à rua, mantendo diálogo constante com a calçada por meio de painéis perfurados de aço corten.


Edifícios de serviços e uso misto

Santini & Rocha Arquitetos
Prédio Público Federal, Curitiba, PR

O projeto reúne órgãos públicos federais em um complexo de 60 mil metros quadrados de área, a ser implantado em terreno com desnível de 17 metros e voltado para duas importantes avenidas. Na cota mais alta, dois blocos são conectados por um saguão no nível térreo e por uma laje na cobertura que ressalta o acesso principal do conjunto. Na cota mais baixa, o terceiro bloco tem programa distribuído verticalmente. Uma passarela o conecta aos demais. A implantação no sentido leste-oeste buscou eficiência energética nas edificações. As fachadas leste e norte recebem chapas metálicas perfuradas que filtram a luz do sol e bloqueiam a incidência solar direta. A fachada oeste, onde fica o acesso principal, recebe planos opacos.

Edifícios de serviços e de uso misto

Dal Pian Arquitetos

PUCC – Campus Central, Campinas, SP

O projeto de revitalização do Campus Central da PUC-Campinas propõe a inserção de um empreendimento multifuncional no Solar do Barão de Itapura. Prevê-se a retirada de edificações e dos anexos, criando um vazio no centro da quadra. Varandas de circulação interna permeiam o lote e distribuem os usuários aos diversos espaços do complexo, sequencialmente distribuídos em dois térreos (superior e inferior). O hotel, escritórios e os consultórios, por sua vez, foram alocados em duas torres de verticalidades variáveis e que procuram expressar na sua arquitetura uma leveza compositiva que preserva e destaca o bem tombado.


Edifícios institucionais

Spadoni AA
Sesc Osasco, Osasco, SP

O projeto do Sesc Osasco apresenta um programa aglutinado em setores, não hierárquicos, que, ao mesclar atividades urbanas em um mesmo lugar, foi pensado como uma rua. A configuração original do terreno em platôs favoreceu a organização em núcleos temáticos, como uma sequência de praças. O programa se acomoda em três níveis de piso: Praça da Rua, no nível 730; Praça do Meio, no nível 735; e a Praça do Esporte, no nível 740, sobre o estacionamento. A planície no nível 735 é o plano organizador da proposta. Local de estar e de passagem, deve funcionar como complemento de todos os outros espaços como uma espécie de catalisador.


Edifícios institucionais

DMDV Arquitetos
Edifício Cultural, São Paulo, SP

O programa do edifício contempla dois tipos de usos: um mais introspectivo, como o auditório e salas de exposições; outro aberto à cidade por meio das circulações e visuais. Pensado para abrigar o acervo particular de um colecionador de arte, o prédio tem no térreo um teatro para 100 espectadores, um saguão de acolhimento voltado à rua (uma esquina do bairro de Pinheiros) e um café. Os pavimentos superiores, mais fechados, abrigam áreas destinadas às obras de arte. Na sequência vertical, surgem as salas de oficinas culturais. Nos andares mais altos estão o restaurante mirante e as áreas administrativas. Escadas na fachada servem para a contemplação tanto do espaço interno quanto da paisagem do entorno.

Residências

Reinach Mendonça Arquitetos Associados
Residência OM, Ibiporã, PR

A residência térrea e compacta será implantada em meio a um parque privativo de esculturas, o que exige isolamento e privacidade em relação aos visitantes, embora a intenção seja a de que a casa desfrute também da vista para a paisagem. Foram concebidos volumes monolíticos de concreto apoiados em um longo muro de pedras que, tirando partido do suave desnível do terreno, estão em balanço. A parte suspensa garante privacidade e inacessibilidade por fora. No sentido contrário, os mesmos blocos apoiam-se no solo, envoltos por muros de concreto, definindo pátios fechados e privados.


Residências

FGMF Arquitetos
Casa Maracujá, Guaratinguetá, SP

O projeto consiste em dois elementos principais: um volume escultural de base, que contempla a maior parte do programa; e uma pérgula metálica com 6 metros de altura, que suporta uma grande plantação de maracujá. O conceito foi baseado na compreensão do terreno, localizado em uma cidade com altas temperaturas, onde o sombreamento é necessário.  Além disso, as visuais para as montanhas da região levaram os autores a suspender as áreas de estar, lazer e piscina. O branco, cor dominante na composição, busca refletir a luz natural e valorizar a relação entre os elementos construídos e a vegetação ao redor.


Projetos especiais

JA8 Arquitetura e Paisagem
Humanização da Rua Bocaiuva, Florianópolis, SC

Sendo a rua Bocaiuva caracterizada pelo fluxo intenso de automóveis, transporte público, ciclistas e pedestres, o projeto objetiva a humanização do espaço público. Foi minimizado o espaço ocupado pelos veículos, criando possibilidades para o uso pelos ciclistas e, sobretudo, pelos pedestres. Outras duas diretrizes nortearam as decisões: a potencialização da “vida na rua” e a valorização paisagística do local. A partir disso, foram elaboradas cerca de 20 propostas conceituais, posteriormente incluídas no desenho da rua. Entre elas, facilitar os cruzamentos em nível, incluir moderadores de tráfego e inserir mobiliário.

Texto de | Publicada originalmente em Projeto Design na Edição 446
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