Sérgio Roberto Parada: Residência, Brasília-DF

Um lar na capital moderna

Um lar na capital moderna
Costumeiro vencedor de concursos para execução ou modernização de aeroportos, Parada afirma que a elaboração do projeto de sua casa não foi difícil, mas que a maturação só veio depois de muita reflexão e discussão com colaboradores.

Ao iniciar o desenvolvimento do projeto, o arquiteto tinha em mente um abrigo saudável, despido de pretensões, capaz de propiciar a necessária privacidade aos moradores.
sSua proposta traduziu-se em desenho fortemente marcado pelo modernismo, com algumas revisões contemporâneas. A estrutura, uma simbiose de concreto e aço, resultou em um volume principal suspenso, sustentado por pilotis.

Assim, a casa foi projetada em dois pisos:
o térreo, ocupado pelos espaços sociais, e o pavimento superior, destinado à área íntima, com três suítes. Na laje superior, de cobertura, foi implantado um espaçoso terraço. A arte torna-se parte integrante da arquitetura, com os generosos painéis de Athos Bulcão. O desenho procurou valorizar os espaços internos e externos, que se caracterizam pela fluidez e continuidade.

Sempre generosos, eles receberam fechamentos envidraçados e são legíveis de qualquer ponto do terreno. O conceito de espaços flexíveis foi utilizado pelo arquiteto não apenas para os ambientes de convivência, mas também para os destinados à passagem das redes e sistemas de serviço.

Os pilotis foram envolvidos por capas metálicas removíveis, para facilitar a manutenção das prumadas, e as redes das instalações de água, esgoto, telefonia, eletricidade e eletrônica passeiam livremente no entreforro, definindo a concepção tecnológica simples e adequada.

Internamente, a luz natural abundante mas controlada chega através das grandes e generosas aberturas envidraçadas.

A circulação de ar é constante e o aquecimento da água é obtido por sistema de energia solar.
Sílvia Caetano projetou a iluminação, que enriquece e valoriza a proposta arquitetônica.

O paisagismo, de autoria da arquiteta Rosa Kliass, foi tratado de forma simples e aberta, com pisos permeáveis e materiais adequados. A água da chuva escorre pelo telhado e cai sobre os seixos que protegem o terraço, lembrado o som de uma cachoeira.

Texto resumido a partir de reportagem
de Éride Moura
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 264 Fevereiro de 2002
Sobre pilotis, a estrutura da casa fica solta do solo
A casa está voltada para os jardins, nos fundos do terreno
Painéis de azulejos, de Athos Bulcão
Paisagismo: projeto de Rosa Kliass

Texto de | Publicada originalmente em Projeto Design na Edição 264

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