Urban 21: 2º Lugar

Ocupar para proteger

A equipe classificada em segundo lugar no Urban 21 propõe intervenções na comunidade São Judas Tadeu e na Área de Proteção Ambiental (APA) do rio Iguaçu, Região Metropolitana de Curitiba, entendendo a ação do homem como norteadora das transformações territoriais e de ocupação ordenada

Intitulada “Ocupar para proteger”, a proposta de intervenção dos alunos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) na comunidade São Judas Tadeu - situada entre as cidades de Curitiba e São José dos Pinhais - também considera a sua articulação com a escala intermunicipal. Isso porque, como explicam os autores, a dinâmica urbana que lhe dá origem não se encerra em seus limites. No entendimento da equipe, “para assegurar a manutenção da qualidade ambiental das cidades é preciso mais do que iniciativas isoladas.

Faz-se necessário desenvolver um planejamento sistêmico e integrado, de todo o território municipal e metropolitano, considerando premissas de sustentabilidade e compatibilizando a expansão urbana com a qualidade ambiental e o respeito à biodiversidade”. São Judas Tadeu é uma das várias ocupações irregulares na Área de Proteção Ambiental (APA) do rio Iguaçu - área ainda caracterizada pela falta de relação entre seus usos e de vias que integrem os meios urbano e natural, assim como pela subutilização de seus potenciais.

Diante disso, o partido propõe um desenho urbano que intensifique a biodiversidade, tornando a APA o elemento propulsor dessa transformação. Para tal, a área é expandida em direção à cidade por meio de braços ecológicos, ou seja, corredores articuladores de infraestrutura verde. Também é ocupada com o eixo de modais ativos, que visam conectar as atividades existentes com os novos usos e com as vias protetoras. Elas articulam as ruas que cruzam a APA sem, contudo, definirem o seu perímetro, de modo a não conformarem uma barreira física.

A análise da comunidade São Judas Tadeu, em particular, levou a um masterplan focado em resolver três aspectos centrais: a existência de áreas alagáveis; o isolamento em relação aos municípios vizinhos; e a disponibilidade prévia de áreas abertas e permeáveis. Entre as soluções propostas, estão: criação de biovaletas e de uma nova malha viária; incorporação de novas residências e relocação daquelas em situação de risco; quadras coletivas; edifícios de uso misto; estacionamentos coletivos, entre outros.

Considerando a relação ambígua que a população mantém com o local - ao mesmo tempo em que é predatória, é também de dependência e de pertencimento -, a proposta busca promover a ligação entre homem e natureza, incentivando o empoderamento social como agente transformador e gestor das transformações territoriais.

Equipe: Mônica Guerios, Letícia Vellozo, Luca Fischer, Julia Brasil, Lucas Turmena e Felipe Perretto
Orientadora: Mariana Bonadio
Instituição: Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR

Parecer do júri: O trabalho classificado em segundo lugar analisa uma comunidade de baixa renda que, próxima ao rio Iguaçu, convive com alagamentos constantes. A proposta de redesenho urbano cria novas infraestruturas e espaços públicos, considerando, contudo, a preservação das várzeas. Além disso, a equipe indica uma série de serviços que podem ser implantados no intuito de melhorar a renda dos moradores do local.

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Texto de | Publicada originalmente em Projeto Design na Edição 434
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