Especial

Revista PROJETO 40 anos!

Para os arquitetos, 40 anos é o limite do que se considera a idade de um jovem profissional. Mas, para nós, as quatro décadas a que nos dedicamos a comunicar arquitetura, comemoradas em 2017, configuram uma trajetória madura. Pelas nossas páginas circulam as obras essenciais da produção arquitetônica brasileira, e outras discussões do interesse da classe. São histórias protagonizadas por arquitetos e, assim, convidamos alguns destes profissionais para celebrar conosco. De idades e procedências diversas, eles participam desta edição relatando suas memórias com a revista, e prospectando as matérias do futuro

Criada em 1977, a PROJETO manteve nestas quatro décadas de existência um sólido projeto editorial: divulgar o estado da arte da arquitetura brasileira contemporânea. O que não se faz sem muita pesquisa e contato interpessoal - tanto no passado, quando ainda não se falava de internet, quanto hoje, com informação superficialmente disseminada por toda a parte. Filtrar e aprofundar os assuntos em voga e, ainda, levantar novas questões, é a nossa missão nos dias atuais. 

O arquiteto e fotógrafo Nelson Kon resume bem esta missão ao relembrar o seu histórico com a revista: “A PROJETO foi importantíssima no início da minha vida profissional. Nos anos 1990, comecei a fotografar obras de vários arquitetos da minha geração, todos em início de carreira, mas com projetos muito bons: MMBB (com Angelo Bucci no grupo), Alvaro Puntoni, UNA, Andrade Morettin, Biselli & Katchborian, Francisco Spadoni, Mauro Munhoz... foram os meus primeiros ensaios publicados e comecei a ter grande visibilidade. Um momento fundamental na minha relação com a revista aconteceu nesse mesmo período e envolveu Paulo Mendes da Rocha. As obras do arquiteto eram incríveis, mas ele estava meio esquecido, talvez por conta dos anos em que tivera os direitos políticos cassados e fora impedido de lecionar. A revista começou a publicar seus projetos com maior frequência, usando as minhas fotos. Fiz questão de fotografar as obras - MuBE, Pinacoteca do Estado, Loja Forma e outras -, mesmo não havendo recursos para me contratarem. O trato era curioso: na época, em troca de anúncios, a revista recebia pagamentos em móveis, pisos, persianas etc., e começou a me repassar algumas dessas permutas como pagamento pelos meus serviços. Não deu para ficar rico, mas mobiliei dois apartamentos onde morei! Essas matérias na revista PROJETO tiveram grande repercussão e despertaram o interesse da mídia internacional pela produção de Paulo Mendes da Rocha. Eu me orgulho muito de ter participado do processo de reconhecimento dessa obra fantástica”.

Foi, de fato, nas páginas da PROJETO em que se divulgaram de forma incipente as obras de muitos arquitetos:

A primeira vez que publicamos nossa arquitetura foi na PROJETO. Duas casas ainda em fase de concepção que, mais tarde, viriam a ser construídas: Chácara do Barulho (1) e Casa da Ilha (2). De lá para cá, sempre mantivemos um diálogo rico, crítico e caloroso com os muitos editores e repórteres que passaram pela revista ao longo desses anos.
Marcelo Ferraz (Brasil Arquitetura, São Paulo)

Sou assinante da revista PROJETO desde o início, em 1977, e tive a alegria de ver alguns de meus trabalhos destacados em sua capa, como o Centro Administrativo de Belo Horizonte (3), a Fundação Zerrenner (4) e a Escola Guignard (5). A revista sempre foi participativa, esteve em todos os estados brasileiros, publicou matérias e estudos de extrema relevância. Mudou, se renovou, acompanhou o tempo. Ela é um amplo painel em que vemos a evolução dela própria, dos nossos projetos e da produção brasileira como um todo. A PROJETO também nos faz lembrar amigos queridos, como Éolo Maia e Veveco (Álvaro Hardy), que agora, estão projetando lá em cima. 
Gustavo Penna (Belo Horizonte)

Há 25 anos, a revista publicou nosso primeiro projeto executado. Era janeiro de 1992 e o número 155 (6) trazia a Residência HR (7) construída em Piracaia. Foi um marco para nós. Era a primeira vez que saíamos publicados em uma revista de peso arquitetônico. E foi com este projeto que, no ano seguinte, venceríamos o prêmio “Jovens Arquitetos 1993” concedido pelo IAB. 
Henrique Reinach e Mauricio Mendonça (RMAA, São Paulo)

Lançada dois anos após a minha formatura na FAU/USP, acompanho a PROJETO desde a primeira hora. Mas o que gera uma gostosa sensação de cumplicidade entre nós, é que ela também vem me acompanhando, publicando e divulgando nossos projetos desde lá.
Gianfranco Vannucchi (Königsberger Vannucchi Arquitetura, São Paulo)


Königsberger Vannucchi Arquitetura: edifício Paulista Tower, SP, publicado na edição 432 (julho/agosto de 2016)

A revista PROJETO acompanhou minha trajetória muito de perto, e com diversas edições em que meus projetos foram capa!
Ruy Ohtake (São Paulo)


Expresso Tiradentes, Ohtake Cultural e Centro Cultural de Jacareí, de Ruy Ohtake

Outro aspecto recorrente nos depoimentos é o da relevância da revista para a cultura arquitetônica brasileira: 

A PROJETO acompanha a história da arquitetura no Brasil e nós acompanhamos a revista, que se tornou referência, desde sempre. A existência de publicações especializadas é fundamental para que haja um registro e uma reflexão sobre o que estamos fazendo e para que as informações relevantes sejam compreendidas e difundidas.
Hector Vigliecca (Vigliecca & Associados, São Paulo)  


Capas de edições especiais da PROJETO, na primeira década dos anos 2000, e algumas capas dos anos 1980

A PROJETO sempre foi a principal referência no que diz respeito a publicações arquitetônicas de qualidade. Quando nos formamos em 1980 haviam poucas alternativas deste tipo. E  os projetos publicados pela revista eram aqueles que se deveriam conhecer. Imprescindível a leitura para se estar atualizado.
Henrique Reinach e Mauricio Mendonça  

Quando entrei na faculdade, em 1983, fui apresentado a algumas publicações nacionais e internacionais. E desde sempre então, para mim, a PROJETO passou a ser lida. Assinei logo depois, e guardo as edições até hoje. Ao montarmos a RAF em 1989, com o Rodrigo e o Flávio, “herdamos” três assinaturas! Quando me casei, passamos a ter quatro exemplares de cada publicação. Quem não assina a PROJETO?
Aníbal Sabrosa (RAF Arquitetura, Rio de Janeiro)

Para os estudantes de arquitetura de 1980, a “década perdida”, período de crise aguda na economia e importantes debates de revisão crítica da arquitetura moderna brasileira, a revista era o principal órgão de veiculação sobre a produção arquitetônica nacional, e também vetor dos debates políticos/arquitetônicos que se mesclavam sistematicamente. 
Sergio Marques (Moojen & Marques Arquitetos Associados, Porto Alegre)

Nosso contato com a PROJETO vem desde o início dos anos 80. Esperávamos ansiosos a chegada da revista para discutir e conhecer melhor a arquitetura brasileira. Ela sempre publicou arquitetura de ótimo nível e a difundiu dentro e fora do país. Nas bienais de arquitetura, o stand da revista sempre era nosso ponto de encontro e troca de ideias, enfim, nosso “cantinho”. 
Jô Vasconcellos (Belo Horizonte)


Capas de edições com matérias especiais sobre o Concurso Opera Prima

Minha relação com a PROJETO transcende a existência da revista. Começou com o jornal Arquiteto, lançado nos anos 1970 pelo Sindicato dos Arquitetos de São Paulo, sob idealização de seu primeiro presidente, Alfredo Paesani, e que contou por bom tempo com uma parceria com o IAB/ SP, por iniciativa de colegas como Fábio Penteado. Já no IAB/DF, acompanhei de perto a evolução do trabalho conduzido naqueles tempos por Vicente Wissenbach. E foi com entusiasmo que vi a PROJETO nascer como encarte do jornal, atendendo ao reclamo da categoria pela abertura de espaços editoriais para publicação de projetos. O fato da revista comemorar seus 40 anos, além de expressar seu sucesso editorial, demonstra também o êxito de sua consolidação empresarial, que garante a viabilização de projetos especiais, entre os quais destaco o meritório Concurso Opera Prima.
Haroldo Pinheiro (CAU/BR)

Era a revista que estava lá como referência na nossa faculdade, ainda nos tempos pré internet (final dos anos 90, início dos anos 2000), e que nos acompanha e informa até hoje! A relação é especial, de continuidade e confiança. 
Fernando Forte (FGMF Arquitetos, São Paulo)

Foi a primeira publicação de arquitetura que tive acesso na faculdade. Nos anos noventa, com a internet ainda embrionária, as revistas impressas nacionais e estrangeiras eram as pontes entre a arquitetura produzida e a idealizada nas escolas e escritórios. 
Emerson Vidigal (Estúdio 41, Curitiba)


Capas de revistas dos anos 1990

Durante meu período universitário, no início dos anos dois mil, eram as páginas da PROJETO que nos deixavam conectados com a produção arquitetônica contemporânea, principalmente no cenário nacional.
Eron Costin (Estúdio 41, Curitiba)

Nosso histórico com a revista PROJETO vem desde o período de estudantes, quando já era fonte constante de pesquisa para o grupo que deu origem ao nosso escritório. Ela continua evoluindo e trazendo conteúdo de qualidade sobre todas as esferas que permeiam a arquitetura. Outra contribuição inestimável da revista é a organização do concurso Opera Prima, que premia e valoriza os trabalhos de graduação dos estudantes de todo o Brasil.
Bruno Braga, Bruno Perdigão e Igor Ribeiro (Rede Arquitetos, Fortaleza)  

DO ARQUIVO DA PROJETO
Por isso, pedimos aos arquitetos convidados que indicassem sua matéria ou edição favorita, que poderia versar sobre o seu próprio trabalho, o de outro profissional, ou de um assunto institucional:  

Sou filho do arquiteto Oswaldo Bratke, um dos primeiros modernistas de São Paulo. Ele me influenciou muito, não apenas com suas obras, como também me aconselhou a procurar novos caminhos. Claro que para mim a revista mais marcante foi onde apareceu o grupo que foi chamado de não alinhados (revista PROJETO nº 42 - ‘O mundo das artes estava não alinhado’). Essa escolha, evidentemente, foi uma grande abertura para todos os arquitetos mais criativos (1, 2).
Carlos Bratke, in memorian (São Paulo)

Tivemos a honra de ter muitos projetos publicados na revista (3, 4), cada nova publicação nos deixa orgulhosos de ver o nosso trabalho reconhecido. A parceria com a  revista é de imensa relevância para nós.
Grazzieli Gomes Rocha (aflalo/gasperini arquitetos, São Paulo)

Participei intensamente de algumas edições, como a que trouxe os trabalhos que realizamos com Lina Bo Bardi na Bahia entre 1986 e 1989, com uma foto que fiz da Ladeira da Misericórdia na capa (5); ou o número especial sobre Lina (6), coincidentemente pouco antes de sua morte, em  1992. Neste número, a edição feita por Cecília Rodrigues dos Santos da palestra proferida por Lina na FAU - Uma Aula de Arquitetura - é memorável, um clássico para todo estudioso de sua obra. Tivemos muitos projetos que ocuparam as capas da revista, como minha própria casa, o Museu Rodin Bahia e o Museu do Pão, todos muito bem publicados. 
Marcelo Ferraz

Por mais pequenina que seja, a nossa escolha tem que ser a PROJETO 269, de 2002 (7), em que saiu uma notinha falando sobre um projeto nosso (8), ainda em fase de estudos, que havia sido mostrado na exposição “novíssimos arquitetos” do IAB/ SP. Foi a primeira vez que publicamos na revista e talvez tenha sido a primeira publicação do nosso trabalho em qualquer mídia.
Fernando Forte


Edifício comercial na Mooca, SP, FGMF Arquitetos

Não tenho dúvidas sobre a importância, não de uma matéria em particular, mas de toda política de abrangência editorial das diversas regiões brasileiras adotada pela revista, principalmente durante os anos 80 e 90, que foi fundamental para os rumos e debates da arquitetura moderna brasileira naqueles tempos de crise. Deles, emergiram e eclodiram a revalorização do patrimônio histórico, a atenção às questões ambientais e à “arquitetura bioclimática”, a busca pelas identidades regionais, a revalorização da arquitetura como disciplina e consequente incremento na pesquisa e pós-graduação nesse campo.
Sergio Marques

“Arquiteturas no Brasil, Anos 80”, por Hugo Segawa, Cecília Rodrigues dos Santos e Ruth Verde Zein, matéria publicada em 1988 (9). Ela trouxe um panorama da produção em todo o país, nas cinco regiões. Creio que foi o primeiro olhar abrangente da arquitetura brasileira não limitado somente ao eixo Rio/São Paulo, como era o usual. A publicação surpreendeu ao mostrar a qualidade da arquitetura produzida em todos os cantos do país. Aliás este é o grande serviço prestado pela revista PROJETO. 
Manoel Coelho (MCA, Curitiba)  

A edição memorável foi a 81 de 1985 (10). A capa foi o cartaz executado por Éolo Maia e Sylvio de Podestá, do XII Congresso Brasileiro de Arquitetos Vilanova Artigas, realizado em Belo Horizonte. A revista preparou um excelente Suplemento Especial (11), coordenado por Ruth Verde Zein, apresentando um amplo balanço da produção da arquitetura mineira. O congresso foi um grande sucesso, e esta edição deu uma reviravolta na nossa vida profissional. Causou debates acalorados, a favor e contra nossas posições e pensamentos. 
Jô Vasconcellos

A minha escolha é a edição inteira sobre a produção recente em Pernambuco, em junho de 2007 (12). A coerência está na qualidade das obras construídas (13) por arquitetos locais colocadas ao lado da bela Capela Brennand em Recife, projetada por Paulo Mendes da Rocha, com a unidade de todas as fotos da edição garantidas por Leonardo Finotti.
Marco Antonio Borsoi (Recife, PE)

A publicação mais marcante foi a de número 415, onde fomos entrevistados para contar a trajetória da RAF, quando completamos 25 anos de estrada. A mais importante, foi a que apresentamos o INTO (14), nossa “primeira publicação a gente nunca esquece”!
Flavio Kelner (RAF Arquitetura, Rio de Janeiro)

Vou me concentrar em dois destaques. Primeiro, pela importância e riqueza do conjunto, o espaço dedicado aos projetos do estimado colega João Filgueiras Lima (15 a 18), o Lelé, com quem tive a honra de trabalhar. Não tenho dúvidas em afirmar que a PROJETO contribuiu muito para a difusão da obra dele pois sua personalidade reservada quase o transforma em desconhecido, inclusive dentro da própria categoria. O segundo é a intensa cobertura dedicada às discussões sobre a criação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (19 e 20), que muito contribuiu para o esclarecimento e a união da categoria em torno da construção de um conselho próprio.
Haroldo Pinheiro



É a PROJETO 138, de fevereiro de 1991 (21). Nesta edição foram publicados, com muito critério e análise conceitual do tema, os projetos destinados a compor o Pavilhão do Brasil na Expo Sevilha`92, Espanha.
Sergio Parada (Brasília)

AS PÁGINAS FUTURAS DA PROJETO
E, como as condições para se fazer e, consequentemente, pensar sobre a arquitetura mudam constantemente, pedimos aos arquitetos para indicarem o projeto, factível ou utópico, que gostariam de ver implantado e figurando nas nossas páginas nos próximos 40 anos:

Eu estaria mentindo se não citasse nosso projeto mais desafiador dos últimos anos, que é o Museu das Missões (1). Foi publicado na PROJETO e seria um sonho vê-lo construído.
Marcelo Ferraz

O Anexo da Biblioteca Nacional (2), que foi vencedor unânime de concurso nacional e que merece até capa! Este projeto está vinculado ao processo de revitalização da região portuária do Rio de Janeiro e leva em conta essa “nova cidade” que nasce ao seu redor, criando uma biblioteca viva que estabelece animação mútua com o entorno. A realização desse projeto é essencial para que o edifício-sede da Biblioteca Nacional possa se dedicar exclusivamente à guarda de acervos especiais e à sua vocação de patrimônio histórico. 
Hector Vigliecca

Mais do que um projeto novo, gostaríamos muito de ver nos próximos anos a recuperação do Centro de Proteção Ambiental de Balbina (3), do arquiteto Severiano Porto. O centro constitui-se uma obra prima da arquitetura brasileira e é uma pena vê- lo no estado de abandono e deterioração em que se encontra atualmente. Se este projeto pudesse aparecer nas páginas da PROJETO, recuperado e revitalizado, seria uma grande alegria!
Rede Arquitetos  

A revitalização e recuperação do Centro de São Paulo, para atrair de volta os moradores e sua vida noturna. Com a instalação de bondes para transportes públicos, com calçadões para pedestres, acesso para ciclistas, bares, livrarias, restaurantes, e tudo que o centro merece para voltar a ser um lugar atraente à visitação e ao lazer.
Henrique Reinach e Mauricio Mendonça

Gostaria muito de ver na PROJETO a publicação de um novo Minhocão em São Paulo (4) - parque, semi parque, equipamento público ou o que quer que seja, mas cheio de criatividade, vida, integração com o entorno e paisagem. Algo que transformasse aquela região em algo completamente diferente do que temos hoje. E óbvio que eu adoraria se o projeto fosse nosso!  Fernando Forte   Eu gostaria de ver na cidade o resultado da aplicação do novo Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo daqui a alguns anos. Acho que a cidade vai melhorar significativamente.
Mário Biselli  

Na minha opinião, mais evidente é a dívida do Brasil no campo da arquitetura social. Apesar das investigações consistentes, como Reidy no Pedregulho e Lucio Costa na Gamboa, e posteriormente Niemeyer nos CIEPS, Lelé na Rede Sarah e Joan Villá na Unicamp, ainda não logramos a coincidência de uma política social séria com um programa de arquitetura e urbanismo de valor, ainda que tenhamos todas as condições para isto. Portanto, o dia em que a PROJETO estampar na capa um conjunto habitacional do programa “Minha Casa minha Vida” como vencedor de alguma premiação de arquitetura, teremos um emblema de que algo importante finalmente irá mudar. Para melhor.
Sérgio Marques

Adoraria ver projetos urbanos brasileiros como modelo para o mundo. Cidades autossustentáveis, com a valorização de seus habitantes. Para mim, assim como para vários arquitetos, sociólogos e demais profissionais envolvidos com esta área, as cidades são a maior invenção do ser humano. Então precisaremos humanizá-las, principalmente nos países subdesenvolvidos.
Sergio Parada  

Claro que muitos projetos do Estúdio 41! Mas também matérias que mostrem finalmente a desmistificação da função do arquiteto em nossa sociedade. O projeto como algo acessível e buscado por todos. Que o projeto e o planejamento tenham força decisória na evolução das nossas cidades.
Fabio Henrique Faria (Estúdio 41, Curitiba)  

Gostaria de ver publicada uma grande reportagem sobre o reconhecimento pela sociedade e pelo estado brasileiro da importância do arquiteto, como consultor do novo tempo, dos espaços do homem comum, das relações dele com o lugar, com o outro, consigo mesmo. Lamento muito que os programas habitacionais brasileiros sequer consultem os arquitetos. É como se a arquitetura, fundamental para o desenvolvimento de um país, fosse objeto de luxo. 
Gustavo Penna  

A revista, em minha opinião, deve abrir mais espaço para a arquitetura do cotidiano, ou seja, os projetos simples, mas bons, que no conjunto criam uma cidade agradável e saudável.
Haroldo Pinheiro  

Propostas não construídas de arquitetos brasileiros e internacionais, que possam preencher o elo perdido da experiência e lições de um passado recente, e descobrir a possibilidade de reconciliar, novamente, o ativismo com a arte, a forma com a história, e a arquitetura com a cidade.
Mário Biselli

Publicar um pouco dos sonhos dos arquitetos. Imaginação. Discutir com desenhos e propostas concretas, os vários problemas e desafios que se agravam nas cidades, propondo soluções.
Ruy Ohtake  

Por fim, a querida Jô Vasconcellos nos presta uma homenagem: “como projeto futuro, gostaria muito de ver um super documentário, feito por profissionais competentes na área, contando toda a história desta importante e necessária revista para a arquitetura brasileira. Que este documentário seja transmitido por canais de TV, disponibilizado no YouTube e outros meios de comunicação. Esta história tem e deve ser registrada e difundida para todos”.

Que venham mais 40 anos!

Texto de | Publicada originalmente em Projeto Design na Edição 435
  • 0 Comentários

ENVIE SEU COMENTÁRIO

Assine PROJETO e FINESTRA!
Acesso completo grátis para assinantes


Quem assina as revistas da ARCO pode acessar nosso acervo digital com mais de 7 mil projetos, sem custo extra!

Assine agora